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Atenas em clima de "paz podre"

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Atenas em clima de "paz podre"

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Depois da tempestade, a calma voltou às ruas de Atenas, pelo menos por agora.

Os serviços públicos estão a funcionar depois do caos instalado ontem.

A greve desta quinta-feira atingiu a rede de transportes, aeroportos, e obrigou até à suspensão de alguns noticiários.

Nos hospitais, os serviços estiveram a funcionar a meio-gás. Grande parte das escolas foram encerradas.

Alguns manifestantes afirmam não ter intenções de abrandar. Outros dão sinais de cansaço com a situação.

“Não houve resultado algum. Eu também sou pensionista, participei na manifestação de ontem e vou continuar, mas não vejo nada a mudar”, diz Yannis, que segue a linha de pensamento de Katerina: “Sair para a rua em protesto não vai mudar nada. É desnecessário”.

As manifestações contra o plano de austeridade anunciado pelo primeiro-ministro George Papandreou, são contínuas e ameaçam subir de tom.

O Governo diz que compreende a revolta popular, por causa dos cortes salariais e aumento de impostos, mas recusa-se a voltar atrás.

Com um défice de 12,7 por cento, a Grécia tem de reduzir drasticamente estes números para 8,7 por cento, até ao final de 2010.

Ontem, os manifestantes arremessaram pedras e “cocktail molotov” contra o parlamento e a polícia, que respondeu com gás lacrimogéneo, transformando o centro de Atenas numa batalha campal.

Há registo de pelo menos 70 feridos. 400 pessoas foram detidas. Bancos e estabelecimentos comerciais foram vandalizados.