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Grécia: Trabalhadores em greve para não serem os "parentes pobres" da Europa

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Grécia: Trabalhadores em greve para não serem os "parentes pobres" da Europa

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A polícia abriu caminho à manifestação. Não em trabalho, mas em protesto. Cerca de vinte mil pessoas foram para as ruas de Atenas, unidas no coro de críticas ao governo. Estão contra os cortes salariais, o congelamento das reformas e a subida dos impostos.
 
Esta é a segunda greve no espaço de duas semanas. O apelo dos sindicatos deixou em terra aviões, parou os comboios e as ligações marítimas, fechou escolas, hospitais e deixou o país privado de informação via rádio e televisão.
 
Um líder sindical explica que “não se trata de um problema grego, mas de um problema europeu  por causa da moeda única.” E explica porquê: “Os países fortes da Europa devem dar a oportunidade à Grécia para ter um empréstimo nas mesmas condições que os outros países, para impedir que os especuladores ataquem o povo grego.”
 
Os sindicatos falam de uma adesão à greve de 65%, mas o ministério do Interior baixa para 15%.
 
Uma funcionária dos correios diz que as pessoas “apoiam o euro, têm de apoiar. Mas não querem ser vistas como os parentes pobres da Europa”.
 
“Vim protestar porque antes de ser padre trabalhei durante dez anos no sector da construção e agora não me vão reconhecer os direitos sociais que eu cotizei?”
 
Mas um grupo de jovens encapuzados e com capacetes introduziu-se no desfile de manifestantes e lançou cocktails molotov contra a polícia que respondeu com gás lacrimogéneo. Dois manifestantes e 13 polícias ficaram ligeiramente feridos e 16 pessoas foram detidas.
 
Mas o nível de violência foi menor do que os tumultos de 2008 que paralisaram a cidade durante semanas, após a morte de um jovem pela polícia.