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Atum vermelho em cima da mesa das negociações no Qatar

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Atum vermelho em cima da mesa das negociações no Qatar

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A proibição da pesca do atum vermelho (ou atum rabilho) domina as discussões da cimeira da Convenção Internacional sobre o Comércio de Espécies Ameaçadas, que se iniciou ontem no Qatar.

Estados Unidos e União Europeia querem que a espécie marinha, considerada em perigo de extinção, integre a lista de espécies marinhas protegidas.

O Japão, um dos maiores consumidores mundiais de atum vermelho, está contra a medida, juntamente com a Austrália, exigindo um reforço do controlo sobre a pesca da espécie no Atlântico e Mediterrâneo.

Para o responsável da delegação japonesa, “a culpa da situação actual é da frota pesqueira europeia, foram eles que se opuseram sempre às restrições impostas pelo Comité para a Preservação do Atum. E agora, de repente, afirmam que estão pura e simplesmente contra a pesca do atum”.

A União Europeia não tinha chegado a um acordo sobre o tema no ano passado, face à importância da pesca do atum vermelho para as frotas espanhola, francesa e italiana.

A proposta de proibir a pesca da espécie, apresentada pelo Mónaco, deverá ser votada na próxima quinta-feira no Qatar.

Segundo os biólogos, as reservas de atum rabilho diminuiram em mais de 80% nos últimos 30 anos. Os ecologistas apontam o dedo à pesca intensiva da espécie, levada a cabo pelas embarcações japonesas e europeias.