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Eleições regionais podem trazer um novo fôlego para a Rússia

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Eleições regionais podem trazer um novo fôlego para a Rússia

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A poucas horas da divulgação dos primeiros resultados das eleições regionais, na Rússia, cresce a expectativa.
 
75 das 83 regiões e repúblicas da federação vão a votos. Mais de seis mil localidades estão envolvidas no escrutínio, que incluiu também 92 referendos.
 
Entre o eleitorado predomina o sentimento de esperança por um futuro melhor.
 
“Queremos uma vida estável e próspera. Queremos que os nossos filhos tenham acesso à educação, para poderem arranjar um bom emprego. Queremos também uma vida mais calma para os pensionistas, para que possam ter dinheiro suficiente para viver”, diz esta eleitora, que subscreve o raciocínio de um outro votante, interpelado à boca das urnas:
“Queremos uma vida melhor, mais jardins-de-infância, melhores salários para os professores, para que se sintam motivados e a qualidade de ensino possa melhorar.”
  
Os partidos que não chegaram às eleições queixam-se de que o partido Rússia Unida, no poder, está a recorrer a meios ilegais para vencer as eleições.
 
Seja como for, as autoridades dizem-se atentas a eventuais irregularidades, mas na cidade de Tula, a sul de Moscovo, os cartazes de campanha não foram removidos a tempo do dia de reflexão, que antecede as eleições.
 
As eleições são vistas como um teste à dupla constituída pelo primeiro-ministro Vladimir Putin e presidente Dimitry Medvedev, numa altura em que o país atravessa uma crise, com aumento de preços e do desemprego, depois de dez anos de crescimento económico.