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Pequim "envia" advertências aos Estados Unidos

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Pequim "envia" advertências aos Estados Unidos

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A China nunca irá procurar a hegemonia, afirmou o primeiro-ministro Wen Jiabao no final da reunião magna da Assembleia Nacional Popular, que terminou este domingo em Pequim.

Wen indicou ainda que o crescimento económico do país que no próximo ano deve tornar-se na segunda potência económica mundial, vai rondar este ano os oito por cento.

Em conferência de imprensa com os jornalistas estrangeiros, Wen, que aparentou bastante cansaço, afirmou: “Depreciar o valor do yuan e pressionar outros para apreciarem a sua moeda, com o intuito de aumentar as exportações, na minha opinião, é proteccionismo.”

Uma resposta aos norte-americanos que querem um yuan mais forte. A moeda chinesa está indexada ao dólar norte-americano.

Wen também se referiu a outro tema espinhoso no seio das relações com Washington: “Nos últimos meses, os Estados Unidos permitiram ao Dalai Lama visitar o país e venderam armas a Taiwan. Esses actos violaram a soberania e integridade territorial da China e são causa de graves dissensões no seio das relações entre a China e os Estados Unidos.”

Recentemente, o presidente Barack Obama encontrou-se com o líder espiritual dos tibetanos a viver no exílio, na Casa Branca. Foi mais um episódio que azedou as relações sino-americanas, a juntar ao apoio militar que a Casa Branca dá à ilha nacionalista e à ameaça da americana Google em abandonar o mercado da internet na China devido à censura do Governo.