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Pedofilia: Bispo da Irlanda recusa demitir-se

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Pedofilia: Bispo da Irlanda recusa demitir-se

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As associações de defesa das vítimas de abusos sexuais pediram a demissão do cardeal Sean Brady, primado da Igreja Católica na Irlanda.

Brady é acusado de ocultar do público casos de pedofilia que começaram em 1975, e de ter pedido às vítimas votos de silêncio.

Sean Brady defende-se: “Não tentámos abafar o caso. Acreditei nas vítimas. Disse ao bispo o que tinha acontecido e actuámos. Pensei no que se passou e no trabalho que fizemos para garantir a segurança das crianças ao longo dos anos e, francamente, a demissão não está na ordem do dia.”

Este é o antigo padre que agrediu sexualmente 20 crianças durante 40 anos. Brendan Smyth foi detido em 94. Morreu na prisão em 97, com 70 anos.

O bispo Brady disse no passado que se demitiria se demonstrassem que houve má gestão durante o processo. As associações de defesa das vítimas de abusos sexuais não aceitam esta situação.

Colm O’Gorman, fundador da Associação One in Four, que apoia vítimas de abusos sexuais: “O bispo Sean Brady sabia que as crianças diziam a verdade, mas simplesmente passou a informação ao seu superior e não fez mais nada durante 18 anos. E enquanto subia na hierarquia da igreja, Brendam Smyth continuava a violar e abusar crianças.”

O bispo da Irlanda afirma que apenas deixa o cargo se o Papa assim o entender.

Bento XVI, de acordo com um porta-voz, está determinado a lutar contra a escalada de casos de pedofilia nas suas igrejas, já que além da Irlanda, novos casos foram denunciados nos últimos dias na Alemanha, na Áustria, na Holanda e na Suíça.

Um autêntico escândalo internacional que está a enfraquecer a posição do Vaticano na sociedade e a manchar as escolas dirigidas pela Igreja Católica.