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Trichet defende reformas para criar emprego

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Trichet defende reformas para criar emprego

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O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, em entrevista à EuroNews, insiste que só as reformas estruturais podem criar o emprego que falta na Europa. E garante que o euro não corre perigo.

EN – Senhor presidente, o que é que se passa nesta sala, onde se reúne o Conselho de Governadores dos Bancos Centrais?

Jean-Claude Trichet – Bem, nesta sala, tomamos todas as decisões, muito particularmente, decidimos as taxas de juro. Mesmo quando a mantemos, é sempre uma decisão. Se as aumentamos, se a reduzimos, se nos empenhamos em medidas não convencionais, é sempre nesta sala que analisamos a situação e tomamos as nossas decisões colegiais, com os seis elementos que, comigo, integram a Comissão Executiva e com todos os dezasseis reguladores dos bancos centrais nacionais. Todas as decisões, aqui, são colegiais”

EN – O euro não está em perigo?

Jean-Claude Trichet- Com certeza que o euro não está em perigo, tem um bom guarda. Mas não podemos ser complacentes, temos prevaricadores, como todos os bancos centrais do mundo. Estamos a lidar com a crise a que temos que nos opor. Todos têm que lidar com os novos desafios dos tempos modernos e nós tentamos tudo. Eu devo dizer que nós cooperamos muito, muito activamente e com toda a confiança dos nossos amigos dos outros bancos centrais, incluindo, naturalmente, o banco central dos Estados Unidos da América.

EN – Última questão: qual é o médio prazo e o longo prazo, para a economia europeia?

Jean-Claude Trichet – Eu diria que a questão principal que está em jogo, no que diz respeito ao crescimento e à criação de emprego, deve continuar dependente da reforma estrutural que elevará o crescimento potencial da Europa. A crise, deste ponto de vista, foi um raio X, eu diria, que nos permitiu ver a dificuldade e talvez os domínios onde temos de trabalhar muito. É verdadeiro para Europa, é verdadeiro para o resto do mundo, o mundo industrializado. Mas nós, certamente, os meus colegas e eu próprio, temos chamado a atenção para as reformas estruturais, reformas realmente estruturais que elevem o nosso potencial de crescimento. No momento actual, estamos com números negros, mas são ainda modestos. E nós dizemos sempre: façamos as reformas. Tanto quanto nos for possível, os nossos concidadãos podem contar connosco para mantermos a estabilidade de preços, nos anos que aí vêm.