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"Camisas vermelhas" derramam sangue por Shinawatra

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"Camisas vermelhas" derramam sangue por Shinawatra

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Em nome da democracia na Tailândia, os “camisas vermelhas” dizem-se prontos para passar por mais “sacrifícios”.

O movimento organizou uma recolha simbólica de sangue, que será espalhado, ainda hoje, às portas do gabinete do actual primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva.

Milhares de pessoas compareceram à chamada, na esperança de assim conseguirem novas eleições, como explica o líder do grupo.

“Um protesto pacífico significa derramar o nosso próprio sangue e não o de outras pessoas. É melhor lutar de maneira pacífica, em vez de recorrer à violência”, disse Jatuporn Prompan, líder dos “camisas vermelhas”.

Instalado numa base militar, o primeiro-ministro mostra-se inflexível. Vejjajiva deixa bem claro que, aconteça o que acontecer, não vai usar de violência para calar a voz dos insurgentes.

“Quero lembrar que houve uma tentativa de criar um conflito, mas o governo provou que não vai recorrer à violência para reprimir os manifestantes. A acção simbólica que eles estão a falar é de uma recolha de sangue, o que não está correcto. O governo não está a usar de violência para derramar sangue”, esclareceu o primeiro-ministro em exercício, Abhisit Vejjajiva.

Os “camisas vermelhas” representam a Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura. Apoiam o antigo primeiro-ministro Taksin Shinawatra, deposto e condenado.

Exigem novas eleições, favoráveis a uma vitória do movimento, e acusam a elite da capital de ter tomado o poder ilegalmente, com a ajuda dos militares, em 2006.

A ausência de violência nos protestos e a ideia de que o primeiro-ministro pode recuperar o país da crise, fez crescer o mercado das acções na bolsa.