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Governo de Brown sob pressão de Bruxelas e das sondagens

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Governo de Brown sob pressão de Bruxelas e das sondagens

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A estratégia orçamental de Alistar Darling, o ministro das Finanças do Reino Unido – não convence Bruxelas e corre o risco de também não convencer o eleitorado britânico, que dentro de dois ou três meses deverá ir às urnas.

Num relatório que será publicado, oficialmente, esta quarta-feira, a Comissão Europeia pede a Londres que faça “mais esforços” para reduzir o défice orçamental. Este ano, o défice britânico deverá ultrapassar os 12% do PIB. Londres espera reduzi-lo para 4,7%, em 2015, ainda longe de 3% estabelecida a nível europeu.

Mesmo sem ter adoptado o euro, o Reino Unido pertence à União Económica e Monetária, pelo que deve respeitar os critérios de convergência. No entanto, a Comissão Europeia dispõe de poucos meios de obrigar Londres a cumprir as regras.

Mas o relatório de Bruxelas deixa o governo de Gordon Brown numa posição pouco confortável, ao dar razão à oposição conservadora – liderada por David Cameron – que já criticara a estratégia trabalhista e que surge agora à frente nas sondagens sobre as intenções de voto dos britânicos.