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Mais uma batalha campal na Grécia

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Mais uma batalha campal na Grécia

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Uma marcha de gregos insatisfeitos com as medidas de austeridade para combater a crise impostas pelo governo transformou-se numa batalha campal.

A polícia recorreu a gás lacrimogéneo para dispersar o grupo, que marchava rumo ao Parlamento com cartazes onde se podia ler “Não queremos pagar pela crise” e “Retirem as medidas”.
Duas pessoas foram detidas.

Um sindicalista afirma: “A crise deve ser paga pelos ricos. Vamos continuar a nossa batalha até que as medidas impostas sejam retiradas.”

Apesar de uma ligeira maioria da população apoiar as medidas, vários milhares de outros gregos não pensam assim. “As condições de trabalho são más. Trabalhamos nos feriados e nos fins-de-semana e os patrões devem-nos folgas. Se nos congelam os salários, vamos viver uma situação muito complicada”, lamenta-se um manifestante.

Vários manifestações foram organizadas. Mais de 400 sindicatos estiveram activos ao longo do dia. Frente à Universidade de Atenas também houve protestos e milhares de enfermeiros juntaram a voz aos electricistas para dizer “não” a uma vida mais cara.

Um dos impostos aumentados desde segunda-feira foi o IVA, o que de forma automática encareceu a vida aos gregos.

O governo grego pretende uma redução de quatro por cento do défice público deste ano e pode contar com o apoio dos Vinte e Sete.

O conselho de ministros da Economia e Finanças da União Europeia afirmou que, se a Grécia necessitar, vai-lhe ser atribuída ajuda financeira, mas que até agora o país não deu sinais de precisar de ajuda.