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"Banho de sangue" na casa do primeiro-ministro tailandês

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"Banho de sangue" na casa do primeiro-ministro tailandês

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Mais um dia, mais uma jornada de luta para os “camisas vermelhas”.

Depois da recolha simbólica de sangue, ontem, “em nome da democracia”, o grupo resolveu agora atingir directamente o primeiro-ministro.

Esta quarta-feira, centenas de manifestantes mancharam a casa de Abhisit Vejjajiva de vermelho, numa esperança de se fazerem ouvir.

A polícia tentou reprimir a fúria dos protestos, mas resignou-se instantes depois.

Ao quarto dia de manifestações comenta-se que o movimento está a perder força, mas os insurgentes mostram-se prontos para o que der e vier.

“Estamos perto da vitória. Eles pensavam que íamos enfraquecer e regressar a casa, mas não foi bem assim. Estamos a ganhar força. É verdade que alguns partiram, mas só se ausentaram para recarregar baterias e voltar de novo”, disse Nakhon Ratchasima, uma manifestante do norte da Tailândia. Roongsak Luelueng, que também protesta nas ruas de Banguecoque, acrescenta: “Não vou desistir. Tenho lutado com unhas e dentes para chegar aqui, por isso vou continuar a luta, até à vitória da democracia”.

Os números indicam que nesta altura o protesto conta com pouco menos de 50 mil manifestantes, contra os cem mil de domingo.

A comunidade internacional está de olhos postos na Tailândia e começam a soar as primeiras críticas, nomeadamente da Cruz Vermelha, que lamentou o desperdício de litros de sangue.

As autoridades sanitárias alertam para o risco de propagação de doenças.

Os “camisas vermelhas” representam a Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura.

Apoiam o antigo primeiro-ministro Taksin Shinawatra, deposto e condenado.

Exigem novas eleições, favoráveis a uma vitória do movimento, e acusam a elite da capital de ter tomado o poder ilegalmente, com a ajuda dos militares, em 2006.

A ausência de violência nos protestos e a ideia de que o actual primeiro-ministro pode recuperar o país da crise, animam o mercado financeiro tailandês.