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Crise económica na zona euro acentua divisões entre os Vinte e Sete

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Crise económica na zona euro acentua divisões entre os Vinte e Sete

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As questões económicas estão a colocar a União Europeia em alvoroço e a crise grega acentuou as divisões.

A Alemanha reitera a sua oposição à ajuda financeira a Atenas e reclama sanções para os países que não tenham rigor orçamental. A ideia é criar um fundo monetário europeu e incluir uma cláusula que permita expulsar um país da zona euro. A ideia do ministro alemão das Finanças foi retomada pela chanceler Angela Merkel, no Bundestag: “No futuro é preciso incluir no tratado a possibilidade de, como derradeira escolha, excluir um país da zona euro se não respeitar as condições de forma continuada e a longo prazo. Caso contrário, a cooperação é impossível”.

O rigor orçamental defendido por Berlim irrita os parceiros europeus e a França atira achas para a fogueira.

A ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, convidou Berlim a baixar os impostos para relançar o consumo interno e incentivar, assim, as exportações de outros países. A Alemanha responde: sejam mais competitivos.

No meio da guerra de declarações, a Comissão Europeia veio dar um puxão de orelhas colectivo.

O executivo comunitário não está satisfeito com os programas de controlo dos défices de 14 países, nos quais não se inclui Portugal. Considera que as previsões de crescimento são demasiado optimistas face à realidade, quando, em média na União Europeia, os défices atingem 7,5% do PIB, um recorde histórico.