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El Barghouti: "Intifada já começou"

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El Barghouti: "Intifada já começou"

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Mohmaned Elhamy, euronews – Agora que está em Jerusalém e falou com as pessoas aí, acha que o que está a acontecer pode degenerar em Intifada?

Musrtafah EL Barghouthi – A Intifada já começou, aquilo a que assistimos hoje é uma intifada pacífica popular e de luta, desde que, ha anos, Israel começou a construção de um muro de separação racista. Esta Intifada agravou-se ao ponto que hoje vemos porque os palestinianos não conseguem continuar a aguentar a injustiça. Estamos proibidos de entrar em Jerusalém há cinco anos. Hoje vim aqui sem autorização. Fui obrigado a subir as colinas durante várias horas para chegar à Cidade Santa. O que vemos hoje é a reacção popular e normal de um povo decidido a ganhar a liberdade e independência.

euronews – Nestes últimos dias pareceu haver tensões entre os Estados Unidos e Israel: acredita que é possível uma mudança da política norte-americana em relação a Israel?

M. El Barghouti – Espero que sim, agora que o governo de Netanyahu e ele próprio, foram de certo modo isolados pelo vice-presidente de Obama, Joe Biden, e o mediador Mitchel. Quanto mais ao governo americano fala de novas negociações mais medidas de anexação Israel adopta…
A questão, agora é saber se a Casa Branca é capaz de impôr sanções a Israel,até porque os Estados Unidos impõem sanções a outros países por muito menos…

euronews – A responsável pelos Negócios Estrangeiros e Segurança da União Europeia, Catherine Ashton, está no Médio Oriente. Será que ela vai conseguir desbloquear as negociações?

M. El Barghouthi – Não, porque não há qualquer base de negociação. Como poderíamos negociar se a colonização israelita prossegue?
O que precisamos, agora, além de impôr sanções a Israel, é que a representante da União Europeia, que tem a maior parceria económica com Israel, seja capaz de dizer que enquanto a ocupação continuar, assim como esta separação racista a União Europeia deve impôr medidas punitivas.

O mundo deve enviar uma mensagem clara se quiser uma paz real no Médio Oriente. Israel não tem o direito de violar a lei e de se considerar acima das leis internacionais, de continuaros crimes contra o povo palestiniano.