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Esforços para solução diplomática no Médio Oriente

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Esforços para solução diplomática no Médio Oriente

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O enviado especial norte-americano, George Mitchell, adiou a visita ao Médio Oriente, à região na sequência dos últimos acontecimentos. Esta manhã foram publicadas, no jornal Haaretz, as condições americanas impostas a Israel, que o governo de Netanyahu deve estudar. Entre essas condições está o congelamento da colonização, mais precisamente do plano de novas construções em Jerusalém Leste, o envio de sinais positivos à Autoridade Palestiniana e ao presidente Mahmmoud Abbas e a abordagem das grandes questões nas negociações indirectas. Na sua opinião, Shlomo Ganor (analista israelita) será que Netanyahu vai responder afirmativamente às condições da administração Obama?

Shlomo Ganor, analista – Neste momento estão a ser desenvolvidos esforços para encontrar uma solução para o desentendimento entre Israel e os Estados Unidos. Depois da crise que foi desencadeada entre os dois países na semana passada e tendo em conta os contactos e compromissos em curso, os dois países poderão chegar a um acordo de equilíbrio e Israel vai comunicar a sua decisão de forma oficial a Washington.

Issam Badran, euronews – Como é que o processo de paz pode ser relançado se o governo de Netanyahu, baseado numa coligação com partidos de direita, entre eles o Israel Beitona, não pára de construir colonatos e não dá sinais positivos à Autoridade Palestiniana? Como é que o processo de paz pode avançar?

Shlomo Ganor – É preciso sublinhar que o governo de direita, actualmente liderado por Benjamin Netanyahu, é o mesmo que, no passado mês de Junho, adoptou uma declaração histórica que admite a criação de um Estado Palestiniano e o congelamento da construção de colonatos na Cisjordânia.

euronews – O congelamento da construção de colonatos de que fala, tal como Netanyahu, não é respeitado. Israel anunciou a construção de mais 1600 casas em Ramat Shlomo e foram construídas 112 em Belém. Como é possível?

S. G. – A decisão sobre o congelamento dos colonatos, tomada pelo governo há três meses, diz respeito à Cisjordânia. O governo hebraico comprometeu-se, mas excluiu Jerusalém. A administração americana e a Autoridade Palestiniana tinham conhecimento.