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Mustafa Barghouti: "O que hoje se vê é uma Intifada pacífica"

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Mustafa Barghouti: "O que hoje se vê é uma Intifada pacífica"

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A polícia israelita reabriu o acesso à Esplanada das Mesquitas e os principais pontos fronteiriços da Cisjordânia. Mas permanece o alerta de segurança.

Ontem, centenas de palestinianos seguiram o apelo do movimento islâmico Hamas para “um dia de fúria”, num protesto que já foi comparado à primeira Intifada de 1987, que usava pedras. Uma resposta à expansão da colonização e à inauguração de uma sinagoga junto à Mesquita de Al-Aqsa.

O secretário-geral da Iniciativa Nacional Palestiniana diz que “a Intifada começou e o que hoje se vê é uma Intifada pacífica, popular e de luta”. Mustafa Barghouti acrescenta que “esta Intifada se agravou porque os palestinianos não conseguem continuar a aguentar a injustiça, , desde que Israel começou a construção de um muro de separação racista.” E remata: “Estamos proibidos de entrar em Jerusalém há cinco anos. Hoje vim aqui sem permissão. Fui obrigado a subir as colinas durante várias horas para chegar à Cidade Santa. O que hoje vemos é a reacção popular e normal de um povo decidido a ganhar a sua liberdade e independência.”

A chefe da diplomacia europeia continua o périplo pelo Médio Oriente e visita hoje a Jordânia. Catherine Ashton classificou a decisão israelita de prosseguir com os colonatos como uma “ameaça” às negociações de paz com os palestinianos.

Na sexta-feira, a representante da União Europeia chega a Moscovo para a reunião do Quarteto para o Médio Oriente. Um encontro que poderá resultar num aumento da pressão internacional sobre Israel. Isto depois dos palestinianos terem decidido não regressar à mesa de negociações indirectas, se Israel não recuasse com a colonização em Jerusalém Leste e na Cisjordânia.