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Vítimas do amianto reclamam justiça em Turim

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Vítimas do amianto reclamam justiça em Turim

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Vieram da Europa, Ásia e América Latina para reclamar a proibição mundial do que chamam “fibra assassina”. Os representantes das vítimas do amianto reuniram-se em Turim, em resposta ao apelo da associação internacional “Ban Asbestos”.

É nesta cidade italiana que foi aberto, em Dezembro, o maior processo sobre o amianto, onde estão a ser julgados ex-dirigentes da empresa Eternit.

Annie Thébaud-Mony, a porta-voz francesa da rede “Ban Asbestos”, defende que “a Eternit desenvolveu uma estratégia mundial para impedir a divulgação dos efeitos do amianto sobre a saúde e para continuar a implementar noutros continentes a produção, utilização e venda do amianto”. Mas, acrescenta, “na Europa e na América do Norte, isso já se sabia porque os processos estavam a começar, e estavam a ser adoptadas normas mais rigorosas.”

No banco dos réus, em Turim, está o ex-proprietário do grupo suíço Eternit e um antigo dirigente da filial italiana. São acusados de serem responsáveis pela morte de mais de dois mil trabalhadores e habitantes das localidades onde a empresa tinha fábricas de material de construção.

A substância cancerígena foi proibida em toda a União Europeia há cinco anos. A “Ban Asbestos” quer uma interdição mundial para que o drama não se repita nos países em vias de desenvolvimento.