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Ultimato grego à Europa

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Ultimato grego à Europa

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A braços com a crise financeira e uma forte contestação popular, a Grécia coloca os parceiros europeus entre a espada e a parede.

Atenas está farta de promessas e quer que, na cimeira da próxima semana, os Vinte e Sete aprovem o mecanismo de ajuda delineado há dias pelo eurogrupo, caso contrário, ameaça recorrer ao Fundo Monetário Internacional, o que seria visto como um fracasso europeu.

George Papandreu, primeiro-ministro grego, esteve no Parlamento Europeu e explicou que prefere uma solução europeia, pois é um europeísta convicto e, assim, “seria possível mostrar ao mundo que a Europa pode agir de forma unida”.

A Grécia mostra ter perdido a paciência face à intransigência da Alemanha. Angela Merkel recusa pagar pelos erros de Atenas e defende que o futuro mecanismo de ajuda aos países em crise inclua uma cláusula que permita expulsá-los da zona euro.

A crise grega está provocar atritos no eixo franco-alemão. A França defende a ajuda à Grécia.

Num encontro com o comissário europeu Ollie Rehn, Christine Lagarde, ministra francesa da Economia e Finanças, reiterou o apoio da França “para melhorar a governação e a coordenação económica na União Europeia, em particular, no seio da zona euro”.

A Grécia está actualmente sob vigilância da Comissão Europeia e começou a aplicar medidas de austeridade, contestadas pela população. Esta quinta-feira, foi a vez dos taxistas e trabalhadores de estações de serviço fazerem greve.