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Ministro alemão terá tentado esconder mortos em Kunduz

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Ministro alemão terá tentado esconder mortos em Kunduz

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O Der Spiegel garante ter novos documentos que demonstram que o ministro da defesa alemão tentou encobrir o número de mortos no Afeganistão em Setembro.

A edição online da revista alemã afirma que Karl-Theodor zu Guttenberg e os chefes militares fizeram o possível por esconder a verdade até depois das eleições que decorreram no mesmo mês.

Em causa estão informações sobre a morte de 142 pessoas, muitas delas civis, num bombardeamento da NATO a pedido das forças alemãs em Kunduz, no Afeganistão.

A ofensiva tinha como alvo dois camiões cisterna, alegadamente, na posse dos talibãs. Temia-se um ataque à base militar alemã na região.

A revista avança ainda que tem provas da existência de um grupo criado pelo Ministério da Defesa alemão que teria como missão influenciar a investigação da NATO sobre o incidente.

Peter Wichert, na altura secretário da defesa, confirmou a existência desta unidade mas diz não ter sido criada com esse objectivo.

A oposição contra-ataca. Jan Van Aken afirma que é evidente que houve uma operação de encobrimento desde o primeiro dia da operação. Acredita que no ministério e no pessoal de defesa era claro, deste o primeiro dia, que tinham morrido civis e, apesar disso, mantiveram a versão de que nenhum tinha sido morto. Para ele houve um plano concertado e organizado de encobrimento.

O ataque das tropas alemãs em Kunduz levou à demissão do chefe de Estado Maior e do secretário de Estado da Defesa, destituídos em Novembro depois de se confirmar a morte de civis neste ataque.