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Bento XVI pede aos fiéis para "não condenarem o próximo"

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Bento XVI pede aos fiéis para "não condenarem o próximo"

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Durante a missa de hoje, na praça de São Pedro, o papa Bento XVI não fez referências directas ao escândalo de pedofilia no seio da Igreja Católica. Mas disse aos fiéis para “não julgarem e condenarem o próximo.” Bento XVI pediu-lhes que sejam “intransigentes” com o pecado e “indulgentes” com as pessoas.

A mensagem chega no mesmo dia em que foi lida, nas igrejas irlandesas, a carta pastoral sobre os casos de pedofilia no clero do país. Um documento onde o Papa admitiu ter havido “erros de liderança” do episcopado.

À saída das igrejas, as opiniões eram unânimes. “Acho que o Papa não fez o suficiente. Os cardeais continuam a exercer e foram eles que esconderam o problema”, defende um católico. “A carta surge tarde demais. Já devia ter saído há muito mais tempo. Não é notícia em 2010, era notícia há muito, muito tempo”, acrescenta outro.

O escândalo não pára de crescer. Pela primeira vez, o presidente da Conferência Episcopal Alemã, o arcebispo Robert Zollitasch, admitiu, em entrevista à revista germânica Focus, que a igreja encobriu casos de pedofilia durante anos.

Já o jornal Der Spiegel volta a envolver o Papa no escândalo. O diário avança que na altura em que era arcebispo em Munique, Joseph Ratzinger “estava mais informado do que até agora se sabe” quando acolheu o sacerdote pedófilo transferido de outra diocese.