Última hora

Última hora

"Unite" e "British Airways" divergem quanto aos números da adesão à greve

Em leitura:

"Unite" e "British Airways" divergem quanto aos números da adesão à greve

Tamanho do texto Aa Aa

Não apenas parados, mas estacionados de forma invulgar. A imagem dos aviões no aeroporto de Heathrow, em Londres, reflecte o peso da greve do pessoal de cabina da British Airways.

A primeira parte do protesto começou na sexta-feira à meia-noite e acaba amanhã. Mas os números da adesão ao movimento divergem para o sindicato “Unite” e para Willie Walsh, o presidente executivo da companhia.

“A operação está a correr muito bem, melhor do que o previsto. Temos sido capazes de realizar todos os voos que previmos e até conseguimos voos extra. Estamos a transportar todos os clientes que nos comprometemos a transportar. Por isso, estou muito satisfeito pelo plano de contingência ter funcionado, eles trabalharam melhor do que eu esperava”, afirmou aos jornalistas Willie Walsh.

Mas para a união dos sindicatos representativos do pessoal de cabina – “Unite” – a greve está a ser seguida por 80% do pessoal e a companhia só pôde assegurar um terço dos voos previstos.

“Eles querem guerra e querem intimidar os grevistas. Mas é uma visão a curto termo. Penso que é a paranóia da administração dos anos 70”, explica um dirigente sindical, em referência aos movimento sociais dos anos 70.

Os trabalhadores protestam contra a política de redução de custos da companhia e contra os cortes de pessoal. A 27 de Março há nova paralisação de quatro dias.

O sindicato “Unite” é um dos maiores financiadores do Partido Trabalhista de Gordon Brown, que terá eleições legislativas dentro de algumas semanas. O líder dos conservadores, David Cameron, acusa o Labour de privilegiar os interesses do sindicato em vez dos interesses do país.