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Google prestes a deixar a China

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Google prestes a deixar a China

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A Google na China está por um fio. Nos últimos dias, tem aumentado a especulação sobre uma possível saída definitiva do motor de busca norte-americano do território chinês.

Passaram já dois meses desde que o grupo, com sede na Califórnia, disse que não iria mais respeitar a censura imposta por Pequim, sob pena de encerrar a versão chinesa do site.

A perder ficam milhões de utilizadores, que se habituaram já a usar aquele que é o motor de busca mais popular em todo o mundo: “Vai ser difícil adaptar-nos, porque estamos já muito habituados a usar o Google. Normalmente, utilizo tanto o Google como o motor chinês Baidu para fazer pesquisas na Internet, mas as do Google são muito mais detalhadas. Por isso vou ficar decepcionada”, diz uma jovem chinesa.

O caso Google ameaça tornar-se um incidente diplomático de grande importância entre Pequim e Washington. A imprensa chinesa não poupou ataques ao grupo norte-americano.

“A crítica às exportações culturais, ao chamado imperialismo cultural, é uma forma das autoridades chinesas justificarem a estratégia de censura. Ao lidar com o governo americano, as autoridades chinesas tentam realçar que esta é apenas uma disputa comercial e que não tem nada a ver com as relações sino-americanas”, explica Joseph Cheng, professor na City University de Hong Kong.

A visita do Dalai Lama aos Estados Unidos e os limites que as autoridades chinesas impuseram na cobertura deste acontecimento foi a gota de água que fez transbordar o copo. Agora, a Google está prestes a deixar aquele que é o maior mercado mundial da Internet.