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Cidade Santa: o pomo de discórdia israelo-palestiniana

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Cidade Santa: o pomo de discórdia israelo-palestiniana

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O primeiro-ministro israelita, Benyamin Netanyahu, defendeu a construção de novos colonatos judeus em Jerusalém Leste, durante a visita aos Estados Unidos.

“Não é possível negar a conexão entre o povo judeu e Jerusalém.”

“O povo judeu construiu Jerusalém há três mil anos, e continua a construir Jerusalém hoje. Jerusalém não é um colonato, é a nossa capital”.

Mas os palestinianos também querem estabelecer a capital do futuro Estado em Jerusalém Os árabes ocupam a parte oriental da cidade. Argumentam que vivem ali há milhares de anos e Jerusalém é sagrada para o Islão. É a terceira cidade santa e nela se encontra Al Acqsa, na esplanada das mesquitas, mesmo junto ao que resta do templo de Salomão – o Muro das Lamentações.

Em Novembro de 1947, a ONU adoptou uma Resolução que previa dividir à Palestina sob mandato britânico em dois Estados: um judeu, a vermelho, e outro árabe, a amarelo.

Segundo o plano das Nações Unidas, Jerusalém devia ser colocada sob administração internacional.

Mas em 1949, depois de uma primeira guerra, Israel tomou o controlo de amplas zonas que deviam constituir o Estado árabe, além da zona ocidental de Jerusalém. A parte oriental ficou relegada ao controlo jordano.

Na Guerra dos Seis Dias, Israel ocupou Gaza e a Cisjordânia, e a parte este de Jerusalém.

13 anos depois, em 1980, o Parlamento israelita adoptou uma lei que declara Jerusalém como capital eterna e indivisível de Israel.
O Conselho de Segurança da ONU respondeu com a Resolução 478, que declarava a nulidade dessa lei, o que fundamenta a ilegalidade das construções continuadas dos judeus em Jerusalém Leste.

Depois desta declaração da ONU, a maioria das embaixadas estrangeiras retirou-se de Jerusalém. O estatuto da maior cidade da região continua a ser um impedimento para a resolução do conflito israelo-palestiniano.