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Alemanha admite intervenção do FMI na Grécia

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Alemanha admite intervenção do FMI na Grécia

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Os problemas financeiros gregos poderão ser debatidos em Bruxelas, mas à margem do Conselho Europeu.

Os Estados membros poderão conceder ajuda financeira à Grécia se o Fundo Monetário Internacional estiver envolvido.

É o mais recente desenvolvimento no braço-de-ferro que opõe a Alemanha aos restantes países da união no caso da ajuda à Grécia.

O país atravessa uma grave crise financeira. O défice público chega aos oito por cento, contra os três definidos por Bruxelas.

A reunião dos chefes de Estado e de Governo dos 27 começa na quinta-feira.

José Luís Rodrigues Zapatero, chefe do Governo espanhol, que trava em casa uma batalha para reduzir o défice espanhol, já disse “sim” a este plano:

“Esperemos que a reunião aconteça e que os líderes do euro grupo abordem juntos, com a máxima responsabilidade política, o apoio à Grécia e ao desenvolvimento do governo económico europeu.”

Como a chanceler alemã afirmou que não queria incluir o assunto na agenda da cimeira, o Governo de Berlim terá visto no arranjo uma forma de não se contradizer e abordar o tema fora do encontro.

O objectivo é definir o mecanismo de ajuda que pode e deve ser utilizado apenas em caso de necessidade e repensar as regras de controlo para evitar derrapagens futuras no que toca aos défices públicos da União Europeia.

Nas ruas gregas, os protestos marcam o tom do dia-a-dia.

Uma cidadã ateniense afirma que as medidas não devem passar e que os gregos não vão ficar sentados, à espera de serem degolados.

Existe bastante receio de que a Grécia peça empréstimos para reduzir os défice a troco de juros inflacionados.

Parte da população considera que as grandes empresas e os mais ricos devem pagar por esta tragédia e no seio dos burocratas europeus, muitos defendem que a ajuda deve vir da União Europeia, sem recurso ao estrangeiro.