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Sarkozy faz marcha atrás na "taxa carbono"

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Sarkozy faz marcha atrás na "taxa carbono"

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A controvérsia em torno da “taxa carbono” que Nicolas Sarkozy queria implementar já em Julho acabou em fumo…

Após a derrota do seu partido nas regionais de domingo passado, e tendo em conta a pressão dos sectores industrial, automóvel e dos consumidores em geral, o primeiro-ministro francês foi ao parlamento anunciar o fim do projecto.

“As decisões que tomarmos em matéria de desenvolvimento ambiental sustentado devem ser coordenadas com os países europeus de forma a evitar um défice competitivo em relação à vizinha Alemanha.”

Uma declaração que “desesperou” a actual secretária de Estado para o Ambiente, Chantal Juanno, que rompeu com a solidariedade governamental e manifestou-se contra a decisão.

O ministro do Ambiente, Jean-Louis Borloo disse aceitar a decisão, mas em privado mostrou-se decepcionado.

Para o eurodeputado dos Verdes, Daniel Cohn-Bendit, ambos deviam demitir-se:

“Jean-Louis Borloo e Chantal Juanno encontram-se em desemprego técnico, já que a taxa de carbono não verá a luz do dia. É o enterro do projecto ambiental. Quando somos políticos responsáveis, demitimo-nos.”

Este projecto de lei, impopular, já tinha sido “censurado” no final do ano passado pelo Conselho Constitucional. A sua entrada em vigor foi várias vezes adiada.

Para os diplomatas em Bruxelas, um imposto sobre o carbono europeu está fora de questão, já que podia contar com a oposição do bloco de Leste.

A ser implementada, a taxa ia custar ao sector agrícola francês 160 milhões de euros por ano, numa base de 17 euros por tonelada de dióxido de carbono produzido.