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Bento XVI e outros dirigentes do Vaticano não agiram contra padre pedófilo

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Bento XVI e outros dirigentes do Vaticano não agiram contra padre pedófilo

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O escândalo dos abusos sexuais de menores implica as mais altas instâncias do Vaticano.

Quatro vítimas de abusos cometidos por padres norte-americanos manifestaram-se em plena Praça de São Pedro, acusando o Papa Bento XVI de ocultar os casos quando dirigia a Congregação da Doutrina da Fé ao lado do actual secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Tarcisio Bertone.

Um dos manifestantes explica que querem que “acabe o secretismo, que se derrube o muro que provocou tantos danos à Igreja e que abram os arquivos para se poder ver exactamente como é que [o Papa] lidou com os casos”.

O protesto é reforçado pelas revelações embaraçosas do “The New York Times”.

O jornal norte-americano afirma que Bento XVI e outros dirigentes da Igreja Católica não tomaram medidas face aos abusos sexuais cometidos contra mais de duzentas crianças pelo padre Lawrence Murphy no Wisconsin, entre 1950 e 1974.

A liderança católica respondeu garantindo que só teve conhecimento dos casos 20 anos mais tarde, quando o padre norte-americano estava bastante doente.

A notícia deixa o Papa numa posição embaraçosa, um dia depois de aceitar a demissão de um bispo irlandês exactamente por ocultar casos de pedofilia.