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Crise grega: Atenas aliviada mas consciente

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Crise grega: Atenas aliviada mas consciente

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A Grécia conseguiu enfim o apoio que esperava dos parceiros europeus. Dinheiro só em último recurso, mas o “colete de salvação” permite a Atenas fazer face à pressão dos mercados de forma mais tranquila.

Uma grega garante que haverá certamente uma mudança de ambiente para todos.

Alívio sim mas é preciso continuar a lutar e o primeiro-ministro grego tem consciência, prometendo modernizar o país e controlar as contas públicas. No final da cimeira em Bruxelas, George Papandreu afirmou: “Quero reiterar a nossa determinação para fazer face aos problemas fiscais do país, mas também para levar a cabo mudanças profundas na economia, no sistema político e na sociedade”.

Para a imprensa alemã, a vencedora é Angela Merkel. A chanceler deu luz verde ao plano de apoio à Grécia, mas impôs a sua visão: incluiu o FMI e, em troca de solidariedade, exigiu maior rigor orçamental: “Por um lado, os Estado membros da zona euro não permitem que a moeda única seja destabilizada. Do outro, há um sinal de solidariedade. Estabilidade do euro e solidariedade são as duas faces da mesma moeda”.

Merkel vencedora? Nem por isso, segundo o líder dos socialistas europeus. Martin Schulz acusa-a mesmo de ter posto em causa a coesão europeia:
“Todos sabem que houve uma operação cosmética para permitir a Angela Merkel adoptar um plano que já estava na mesa há quatro semanas. Durante quatro semanas ela disse não, agora diz sim e é vista como a vencedora. É um pouco estranho”.

Entendimento sobre a Grécia, mas não sobre tudo. Ao evocar a criação uma governação económica, o euro grupo provocou a ira de países, como o Reino Unido ou a Polónia, que não querem que alguns Estados tomem decisões pelos restantes.