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Líderes católicos dizem existir campanha de difamação contra Papa

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Líderes católicos dizem existir campanha de difamação contra Papa

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As autoridades eclesiásticas de França, Inglaterra e país de Gales saíram em defesa do papa no mesmo dia em que o New York Times revela que o Sumo Pontífice estava muito mais corrente do que se pensa sobre um caso de pedofilia na Alemanha quando era Cardeal nos anos 80.

Os líderes católicos condenam os abusos sexuais no seio da igreja mas consideram que Bento XVI está a ser alvo de uma campanha de difamação.

O correspondente da Reuters no Vaticano fez o ponto da situação. Afirmou que “a maior parte das vítimas e também dirigentes da Igreja e teólogos, em particular nos Estados Unidos e na Alemanha, exigem total transparência”. Phillip Pullella afirmou “existirem apelos para que a igreja purgue tudo, tire tudo do caminho agora. Se os escândalos rebentarem a conta-gotas será agonizante para todos”, refere.

Bento XVI está na origem de fortes críticas por alegadamente ter ocultado o abuso sexual repetido de 200 crianças surdas-mudas por um padre no Wisconsin a partir de meados do século passado.
O advogado das vítimas que apresentaram queixa contra a arquidiocese de Milwaukee exige a intervenção das autoridades.

“Existe confiança zero em qualquer católico na competência da Igreja em lidar com o problema. Eles têm uma cultura de autoprotecção Todos os caminhos, em particular neste escândalo e na ocultação, levam-nos a Roma”, garante Jeff Anderson.

A Igreja sublinha ter tido conhecimento apenas nos anos 90 e que já pouco poderia ter feito quando o alegado abusador, o reverendo Lawrence Murphy, estava às portas da morte.