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Duplo atentado suicida faz 38 mortos no metro de Moscovo

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Duplo atentado suicida faz 38 mortos no metro de Moscovo

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Moscovo foi abalada esta manhã por um duplo atentado suicida que fez pelo menos 38 mortos e mais de sessenta feridos.

Por volta das oito horas – em plena hora de ponta – duas explosões visaram, com quarenta minutos de intervalo, carruagens do metro, à chegada a duas estações do centro da capital russa.

A Procuradoria de Moscovo disse que se trataram de atentados suicidas, atribuídos pelo chefe do FSB – os serviços secretos russos – a um “grupo terrorista” do Cáucaso do Norte. Os ataques ainda não foram reivindicados.

Os serviços secretos confirmaram a informação avançada pelo presidente da Câmara de Moscovo, que afirmou que os atentados foram perpetrados por duas mulheres.

A primeira deflagração ocorreu no interior de uma carruagem do metro quando chegava à estação de Lubianka, localizada por baixo da sede do FSB, a poucas centenas de metros do Kremlin.

A segunda explosão deu-se na estação de Park Kulturi, noutra carruagem carregada com alguns dos nove milhões de utentes diários do metro de Moscovo. Os ataques provocaram o caos e lançaram o pânico na capital.

As explosões desta segunda-feira constituem o mais mortífero ataque em Moscovo desde Fevereiro de 2004, quando outro atentado suicida na linha de metro fez 39 mortos e mais de 100 feridos.

Bruxelas e várias capitais europeias, assim como a NATO e os Estados Unidos, condenaram os atentados. A Interpol anunciou a disponibilização de “todos os recursos” às autoridades russas.

Na última década a capital russa foi alvo de vários atentados bombistas atribuídos, na maioria dos casos, a militantes chechenos.

Apesar de ter declarado vitória contra a rebelião chechena, o Kremlin continua a combater os insurgentes no Cáucaso do Norte e o líder separatista Doku Umarov prometeu em Fevereiro “levar a guerra” às cidades russas.