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Madrid: Manifestação de dissidentes cubanos

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Madrid: Manifestação de dissidentes cubanos

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Foi um protesto pacífico para pedir a libertação dos prisioneiros políticos. Dezenas de dissidentes cubanos reuniram-se, este domingo, em frente à embaixada do seu país, em Madrid.

Mostravam fotografias de Orlando Zapata Tamayo, o prisioneiro político que morreu a 23 de Fevereiro, depois de uma greve de fome de 85 dias.

Alguns vestiram-se de branco, em apoio às Damas de Branco, familiares dos presos que fazem marchas pela sua libertação.

A escritora Maria Elena Cruz Varela, ex-prisioneira política, alerta que “os cubanos têm de escolher entre um fim horrível e os horrores sem fim. Estão a sacrificar-se com a única arma que têm, o seu espaço físico, o seu corpo, a sua vida”, disse.

Omar Pernet Hernandez, também dissidente, afirma que se manifestam porque estão a deixar morrer outro companheiro, Gillermo Farinas. “Estamos a representá-lo e também representamos as Damas de Branco, que são a voz dos que não têm voz”, sublinhou.

Gillermo Farinas está em greve de fome desde 24 de Fevereiro, um dia após a morte de Zapata. O jornalista e psicólogo pede a libertação de 26 presos políticos doentes. Está no hospital desde 11 de Março, mas o seu estado de saúde agravou-se devido a uma infecção. A mãe alerta que ele poderá ser vítima, a qualquer momento, de um choque séptico.

O governo cubano acusa Zapata, Farinas e todos os opositores detidos de serem mercenários ao serviço dos Estados Unidos.