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Ofensiva-relâmpago de Obama no Afeganistão

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Ofensiva-relâmpago de Obama no Afeganistão

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O presidente Barack Obama deslocou-se ontem pela primeira vez ao Afeganistão. Uma visita surpresa de apenas 5 horas num momento em que o número de baixas norte-americanas no terreno duplicou desde o ano passado.

Face a uma opinião pública céptica quanto aos progressos políticos e militares no país, Obama visitou a base norte-americana de Bagram para tentar levantar o moral das tropas.

“Nós vamos neutralizar e desmantelar, derrotar e destruir a Al-Qaida e os seus aliados extremistas. Esta é a nossa missão e vamos cumprir os nosso objectivo de fazer com que o Afeganistão deixe de ser um refúgio seguro para a Al-Qaida”.

A deslocação ocorre depois de Obama ter aprovado a mobilização de 30 mil soldados suplementares para o terreno, em Novembro, e quando a NATO prepara uma nova frente de batalha em Kandahar, no Sul do país.

Mas a visita serviu também para falar da falta de progressos no processo político, com o presidente Hamid Karzai.

Segundo fontes da Casa Branca, Obama pressinou Karzai a apresentar resultados concretos no combate à corrupção na administração pública e ao tráfico de droga.

Na agenda do encontro esteve também a questão da possível abertura de negociações de paz com os Talibã.

Uma opção rejeitada nas últimas semanas pelos responsáveis da Defesa que preferem para já prosseguir a ofensiva em Marjah e abrir uma nova frente em Kandahar, no Verão, antes de iniciar negociações com a guerrilha.

A viagem de ontem encerra assim uma semana agitada na agenda de Obama, que se mostra em todas as frentes, da reforma da segurança social norte-americana ao acordo de redução de armas nucleares firmado há alguns dias com a Rússia.