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Pastores nómadas da Mongólia vítimas do aquecimento global

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Pastores nómadas da Mongólia vítimas do aquecimento global

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O clima ameaça modificar hábitos ancestrais na Mongólia e a subsistência de milhões de habitantes nas zonas rurais do país.

Após um Verão marcado pela seca, as baixas temperaturas, que em algumas regiões atingiram os 40 graus negativos, já dizimaram mais de quatro milhões de cabeças de gado.

A Cruz Vermelha lançou um apelo internacional para recolher ajuda para as famílias mais afectadas pela vaga de frio.

Nas zonas mais pobres do país, a maioria dos habitantes vive da agropecuária, em especial os mais de três milhões de pastores nómadas.

Como sublinha um responsável da Cruz Vermelha, “milhares de famílias das camadas mais pobres da população dependem dos seus rebanhos que foram quase totalmente dizimados”.

Desde há dez anos que a situação se agrava no país, tendo levado milhares de grupos de nómadas a refugiar-se nos bairros pobres da capital, Ulan Bator.

O Inverno deste ano, considerado o mais rigoroso de sempre no país, arrisca-se a agravar a situação, em paralelo com o aumento das temperaturas no Verão e uma penúria de água potável.

Os pastores nómadas da Mongólia poderão assim engrossar a longa lista de refugiados climáticos.