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Atentados em Moscovo: a vingança das "viúvas negras"?

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Atentados em Moscovo: a vingança das "viúvas negras"?

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Dia de luto em Moscovo, um dia depois de dois atentados suicidas terem provocado pelo menos 38 mortos e mais de 70 feridos no metro da capital russa.

Os ataques visaram duas estações no centro da cidade, uma das quais, nas imediações da sede do FSB, os serviços secretos russos.

As acções, que não foram reivindicadas, levantam suspeitas sobre os movimentos islamitas separatistas da Chéchénia e da Ingushétia, responsáveis por outras acções similares no passado.

As autoridades não excluem a posssibilidade do ataque ter sido levado a cabo pela Al-Qaida.

O presidente Dmitry Medvedev, deslocou-se ontem ao local de uma das explosões, na estação Lubianka, para depositar uma coroa de flores.

O primeiro-ministro Vladimir Putin interrompeu uma visita à Sibéria para visitar as dezenas de feridos no hospital de Moscovo. Alguns encontram-se em estado crítico com ferimentos provocados pelos fragmentos de metal contidos nas bombas artesanais.

As duas deflagrações, levadas a cabo por duas suicidas ocorreram às 7h57 e às 8h36, nas estações de Lubianka e Park Kultury, em plena hora de ponta.

Uma terceira bomba, não deflagrada, foi encontrada pela polícia numa das estações.

As autoridades não privilegiam para já nenhuma pista quanto à responsabilidade das acções, tendo identificado um terceiro suspeito através das câmaras de vigilância do metro.

Os primeiros atentados suicidas em Moscovo desde 2004 terão a marca das chamadas “viúvas negras” e poderão ser uma resposta ao ataque do exército russo que vitimou um líder separatista na Ingushétia no início de Março.

A comunidade internacional condenou em uníssono os atentados. Em Washington, Barack Obama prometeu ao seu homólogo russo, “uma frente unida contra o terrorismo”.