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Moscovo marcada pelo luto e pela ira

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Moscovo marcada pelo luto e pela ira

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Luto e consternação na linha de metro de Moscovo. Nas duas estações centrais da capital russa visadas pelo duplo atentado suicida desta segunda-feira muitos moscovitas decidiram homenagear as vítimas, enquanto tentam retomar o quotidiano.

Um passageiro diz que “a respeito da sensação de medo, era esse mesmo o objectivo: fazer tremer as pessoas, criar o pânico e a destabilização”. No entanto acrescenta que “como se pode ver, isso não está a acontecer aqui”.

O metro de Moscovo tem perto de nove milhões de utentes diários. A capital observou hoje um dia de luto, enquanto familiares das 39 vítimas mortais acudiram a uma das morgues da cidade para ajudar na identificação dos corpos.

Como seria de esperar, as reacções são de ira.

A avó de uma vítima diz que “não terá de volta” a criança e pergunta: “O que fazem as autoridades? O tempo passa, e volta a acontecer o mesmo”.

O tio da vítima afirma que “é preciso erradicar esta escumalha que existe na sociedade, não apenas na Rússia, mas em todo o mundo”.

Palavras fortes, que ilustram a dimensão humana da tragédia, o pior ataque na capital russa desde um atentado semelhante no metro em Fevereiro de 2004.