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Reconstrução do Haiti em discussão em Nova Iorque

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Reconstrução do Haiti em discussão em Nova Iorque

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O futuro do Haiti vai ser discutido quarta-feira na sede da ONU em Nova Iorque.

O desafio é gigantesco. Na Conferência Internacional sobre a Reconstrução do Haiti o presidente René Preval vai apresentar um plano para salvar o país dos escombros.

Um objectivo apenas possível a longo prazo, mas o dinheiro urge.

No imediato, o país necessita de 350 milhões de dólares norte-americanos.

Espera-se que os doadores se comprometam com 3,8 mil milhões nos próximos 18 meses, embora o Haiti necessite de mais de 11 mil milhões, pelo menos nos próximos 10 anos.

O dinheiro falta para tudo, desde para pagar salários em atraso às obras de limpeza e reconstrução e para alimentar a população.

Mas como gerir o dinheiro? A população não confia no Governo: “O dinheiro não vai chegar aos que necessitam”, afirmou uma residente em Porto Príncipe.

Um outro residente foi mais directo: “Não creio que os haitianos saibam governar. Tudo vai sair mal. Creio que devemos tornar-nos num protectorado estrangeiro. Se o país for governado pelos haitianos, tudo vai acabar mal.”

As suspeitas de corrupção vão desde as redes de distribuição de alimentos aos esforços de reconstrução.

Dois meses depois do sismo que arrasou o país, mais de um milhão de pessoas continua sem casa e a alimentação chega contada aos que vivem em centros urbanos.