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Atentado no Daguestão no dia em que rebeldes chechenos reivindicam ataques de Moscovo

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Atentado no Daguestão no dia em que rebeldes chechenos reivindicam ataques de Moscovo

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Com 48 horas de intervalo, o território russo foi novamente palco de um duplo atentado suicida.

O alvo foi desta vez uma esquadra da cidade de Kizliar, no Daguestão. O ataque na instável república do Cáucaso do Norte foi iniciado por um bombista suicida que se fez explodir com uma viatura armadilhada com o equivalente a “200 quilos de TNT”, segundo as autoridades.

Vinte minutos depois, um segundo bombista disfarçado de polícia detonou os explosivos que carregava junto aos investigadores reunidos no local.

O duplo atentado fez pelo menos 12 mortos, na maioria elementos das autoridades, entre os quais o chefe da Polícia de Kizliar.

O presidente Dmitri Medvedev disse que a Rússia não permitirá aos “terroristas” semearem o pânico, enquanto o primeiro-ministro Vladimir Putin evocou a possibilidade do ataque no Daguestão ter sido perpetrado pelo mesmo grupo que está por trás do duplo atentado suicida de segunda-feira no metro de Moscovo.

Putin acrescentou que “as forças especiais e a polícia estão a trabalhar” para encontrar os responsáveis deste “crime contra a Rússia. É preciso também um plano de compensação das vítimas e famílias dos falecidos”.

O ataque que fez 39 mortos na capital russa foi hoje reivindicado por insurgentes chechenos.

As autoridades tinham divulgado as primeiras fotografias das duas supostas bombistas suicidas que atacaram as estações de Lubianka e Park Kultury, enquanto continuam a procurar outras duas mulheres que as terão acompanhado até ao metro moscovita.

As buscas visam ainda um terceiro cúmplice, um homem capturado em imagens pela câmara de vigilância do metro.

Enquanto decorriam os primeiros funerais, o grupo rebelde auto-intitulado o “Emirado do Cáucaso” reivindicou a autoria dos ataques através de uma página web associada à insurgência chechena. O líder do grupo separatista, Doku Umarov, tinha prometido há dois meses atacar cidades russas.