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Comissário europeu para o desenvolvimento confiante na ajuda ao Haiti

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Comissário europeu para o desenvolvimento confiante na ajuda ao Haiti

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Comissário Piebalgs, depois da resposta de emergência como evolui a ajuda humanitária ao Haiti em termos de reconstrução a longo prazo, além dos donativos financeiros?

Bem, de momento estamos ainda no terreno. Apoiamos o governo haitiano, estamos a construir algumas infraestruturas e damos também apoio no sector da educação. Trata-se de um processo em curso. Hoje o mais importante são as promessas de donativos. E nós temos igualmente um programa para a reconstrução do Haiti. Por isso tentamos juntar os dois.

O que pensa dos riscos de corrupção? Que garantias existem de que o dinheiro disponibilizado pelos europeus e outros doadores vão parar aos bolsos certos? Trata-se de um jogo de apostas?

Não, não se trata de um jogo de apostas porque, na verdade, temos uma grande experiência de situações como esta. Temos os nossos procedimentos. Eu nunca poderia autorizar a entrega de dinheiro se não for para ser utilizado nos objectivos definidos. Penso que os contribuintes europeus podem estar descansados: o dinheiro vai exactamente para onde deve ir. Politicamente, a situação mudou realmente no Haiti. Não se trata apenas de algumas agências do governo, a sociedade inteira está envolvida.

Está satisfeito com o desempenho do governo haitiano?

Depois do sismo sim. Eles fizeram um trabalho fabuloso.

A União Europeia é um dos doadores mais generosos do mundo na ajuda ao desenvolvimento. O que é que recebe em troca além do estatuto de super-doador?

Essa é uma boa questão. Penso que o mundo precisa de um governo global. E por governo global entendo um mundo sem pobreza. As pessoas vão continuar a tentar abandonar a pobreza saindo dos países onde vivem. Por isso acredito que ao participar na ajuda ao desenvolvimento estamos a criar um mundo melhor para os nossos cidadãos, para nós, para os nossos filhos, para as gerações futuras. E penso igualmente que é importante, num mundo globalizado, ser firme nos seus valores. E só podemos impor os nossos valores se tivermos visibilidade. Ora, a nossa política de desenvolvimento dá-nos visibilidade no mundo. Nós temos uma voz no mundo. E acreditamos que os nossos valores e a sua aplicação universal podem fazer este mundo melhor e mais seguro para todos.