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Muçulmanos russos têm medo depois dos atentados

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Muçulmanos russos têm medo depois dos atentados

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A comunidade muçulmana da Rússia receia represálias, depois dos atentados dos últimos dias, em Moscovo e no Daguestão. Num país onde os ataques xenófobos são moeda corrente, pelo menos três pessoas já foram agredidas, desde segunda-feira: uma jovem arménia, de pele escura, e duas mulheres com véu islâmico.

Na mais antiga mesquita da capital russa, Oumar, que vive em Moscovo há 15 anos, confessa que agora impediu a mulher de sair à rua. “Ela usa o hijab – um véu islâmico -, e as pessoas do bairro olham-na de lado, como se ela fosse suspeita”, explica.

A Rússia, que conta dois milhões e meio de imigrantes de diferentes origens, já registou, este ano, 31 ataques xenófobos, que resultaram em 10 mortes. Um jovem muçulmano explica que “o facto de ter barba é razão suficiente para nos levaram à esquadra”, por isso, diz, “agora, depois dos ataques, vai ser ainda pior.”

Os analistas receiam que os atentados dos últimos dias sejam utilizados pelas autoridades e pelos media para “atiçar a histeria contra os imigrantes”.

E a comunidade muçulmana tem medo, apesar dos milhares de polícias e dos três mil membros das forças especiais russas destacados para garantirem a segurança, em Moscovo.