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Parlamento sérvio condena e pede desculpas por Srebrenica

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Parlamento sérvio condena e pede desculpas por Srebrenica

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A Sérvia pede desculpas às famílias dos oito mil bósnios muçulmanos massacrados em Srebrenica, em 1995. O Parlamento de Belgrado aprovou uma declaração onde condena o genocídio – embora sem dizer a palavra – assim como “todos os processos sociais e políticos que levaram a pensar que os objectivos nacionais podem ser alcançados pelo uso da força armada e da violência física contra membros de outros povos e religiões.”

“Com esta decisão, o parlamento da Sérvia condena com veemência os crimes de guerra e o parlamento tudo fará para deter e apresentar ao tribunal de Haia o mais importante dos responsáveis, Ratko Mladic”, afirma Meho Omerovic, vice-presidente do partido democrata Sandzac.

O debate no hemiciclo foi enérgico e durou mais de doze horas. Os democratas e socialistas, no poder, esperam aproximar-se mais da adesão à União Europeia. A oposição lamenta o texto. “A declaração já estava preparada”, acusa Dragan Todorovic. O líder do partido radical continua: a declaração “é o produto de pressões impostas ao nosso país, que a maioria no poder aceitou, mas que podem expor a nação e o Estado sérvio a consequências imprevisíveis.”

O documento, altamente simbólico, provocou uma manifestação à porta do parlamento. Vários sérvios protestam contra o pedido de desculpas formal às famílias das vítimas de Srebrenica. Inúmeros sérvios consideram ainda hoje como heróis, Radovan Karadzic e Ratko Mladic. Os dois homens comandaram a maior atrocidade europeia do pós-guerra, classificada como genocídio pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-Jugoslávia.

Karadzic já foi presente ao TPI, mas Mladic continua a monte.