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Atentados de Moscovo reivindicados no mesmo dia de novo ataque no Daguestão

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Atentados de Moscovo reivindicados no mesmo dia de novo ataque no Daguestão

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Os rebeldes chechenos reivindicaram o duplo atentado suicida no metro de Moscovo, no dia em que foram a enterrar as primeiras das 39 vítimas mortais dos ataques na capital russa.

Num vídeo publicado numa página web independentista chechena, o líder do grupo islamita Emirado do Cáucaso classificou as acções como uma vingança pelas operações das forças russas contra a insurgência separatista.

Doku Umarov tinha prometido já em Janeiro levar o combate às cidades russas e, nesta última mensagem gravada no dia dos ataques, lembrou também que os civis não estariam a salvo.

As palavras de Umarov contradizem a declaração anterior de um porta-voz do grupo, que tinha negado o envolvimento nos atentados.

O presidente russo afirmou esta quarta-feira que o Kremlin “não permitirá aos terroristas” semearem o pânico no país. Dmitri Medvedev lembrou que os ataques recentes “são elos de uma mesma cadeia e expressões da mesma actividade terrorista”. As forças russas “continuarão a combatê-las e o Estado vai apoiar as vítimas e as famílias dos falecidos”.

A reivindicação dos ataques de segunda-feira surge no mesmo dia de um novo duplo atentado em território russo.

O alvo foi desta vez uma esquadra da cidade de Kizliar, no Daguestão. O ataque na instável república do Cáucaso do Norte foi iniciado por um bombista suicida que fez explodir uma viatura armadilhada com o equivalente a “200 quilos de TNT”.

Vinte minutos depois, um segundo bombista disfarçado de polícia detonou os explosivos que carregava junto aos investigadores reunidos no local.

O duplo atentado fez pelo menos 12 mortos, na maioria elementos das autoridades, entre os quais o chefe da Polícia de Kizliar.