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Moscovo enterra mortos mas violência continua

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Moscovo enterra mortos mas violência continua

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A Rússia ainda não enterrou todas as vítimas, dos atentados de Moscovo e do Daguestão, e já mais duas pessoas morreram, esta manhã, quando um carro explodiu. Aparentemente, o veículo, carregado de explosivos, ter-se-á detonado acidentalmente, também na República russa do Daguestão, perto da fronteira com a Chechénia.

É desta fronteira do Cáucaso que, através de um site rebelde, chegou também a reinvindicação do duplo atentado de segunda-feira, em Moscovo: foi para “vingar os chechenos inocentes mortos pelas forças russas”, afirma Doku Umarov, líder da guerrilha chechena e auto-intitulado “Emir do Cáucaso”. Contudo, os atentados de ontem no Daguestão, não foram ainda reivindicados.

Para o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, “qualquer que seja o local e quaisquer que sejam as vítimas, as suas nacionalidades e o tipo de pessoas, estes atentados são vistos como um crime contra a Rússia.” A prová-lo, a presença do presidente russo no Daguestão. Dmitri Medvedev fez hoje uma visita surpresa àquela república russa, após o duplo atentado de ontem. Um carro armadilhado e, alguns minutos depois, um suicida bombista explodiram, matando 12 pessoas, sobretudo polícias.

Doze vítimas mortais que se somam às 39 de segunda-feira, no Metro de Moscovo. Ontem, decorreram dois funerais, hoje estão previstos mais oito, na capital russa. Para além dos familiares, muitos são os cidadãos anónimos que prestam homenagens às vítimas.