Última hora

Última hora

Adiada execução de libanês acusado de bruxaria

Em leitura:

Adiada execução de libanês acusado de bruxaria

Tamanho do texto Aa Aa

Este homem corre o risco de perder a cabeça… literalmente. Ali Sabat é libanês e deveria ser decapitado, hoje, na Arábia Saudita, mas a advogada conseguiu um adiamento.
 
O único crime que cometeu foi apresentar um programa de astrologia, numa televisão por satélite. Numa peregrinação à Arábia Saudita, foi preso pela polícia religiosa e acusado de bruxaria.
 
A família sofre à distância. A mãe lança um apelo emocionado: “Vou rezar por todos aqueles que possam ajudar a trazer o meu filho de volta. Há dois anos que estou a sofrer”.
  
A advogada está a tentar impedir a execução, por todos os meios, e pediu até ao primeiro-ministro libanês Saad Hariri que interviesse. O ministro da Juntiça do país está em contacto com as autoridades sauditas para evitar o pior.
  
“Ali Sabat é um muçulmano devoto. Talvez tenha cometido um erro, mas não é por isso que merece a pena de morte. Ele é pai de cinco filhos e tem ainda os pais, que precisam dele, e estão numa situação difícil”, explica May Al-Khansa, representante legal do acusado.
  
A Amnistia Internacional diz que as autoridades sauditas estão a fazer uma caça às bruxas e o único crime deste homem foi exercer o direito à liberdade de expressão. Em 2007, um egípcio foi executado no país, também por bruxaria, depois de usar feitiços para separar um casal.