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Oposição sudanesa retira-se das presidenciais

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Oposição sudanesa retira-se das presidenciais

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No Sudão o caminho para um novo mandato presidencial de al-Bashir está aberto depois dos principais partidos da oposição terem anunciado um boicote ao acto eleitoral.

As quatro forças maiores da oposição acusam a Comissão Eleitoral de parcialidade, afirmam que o partido do chefe de estado sudanês se prepara para encher as urnas com votos fraudulentos e exigem uma investigação a todo o processo eleitoral.

Yasser Arman, o ex-candidato do partido mais expressivo na oposição foi o primeiro a abandonar a corrida.

Com o boicote da maioria da oposição apenas o candidato do Partido Congressista Popular deve enfrentar Al-Bashir.

No Sudão decorrem três actos eleitorais este mês, para além das presidências, as primeiras multipartidárias dos últimos 25 anos, realizam-se também as regionais e as legislativas. Ainda não é claro se os partidos da oposição concorrem a estas votações.

Sobre Al-Bashir recai um mandado de captura do Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra e contra a humanidade.

No poder desde 1989, depois de liderar um golpe de estado, governa um país que passou por décadas de conflitos que transformaram o sul numa das áreas mais pobres do mundo.