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África do Sul: Assassínio de Eugène Terre'Blanche renova fantasma de tensões raciais

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África do Sul: Assassínio de Eugène Terre'Blanche renova fantasma de tensões raciais

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O assassínio de Eugène Terre’Blanche cobriu as primeiras páginas dos jornais sul-africanos e trouxe a lume velhas tensões raciais.

Símbolo do racismo branco, a notícia da sua morte surpreendeu a população, 16 anos após o fim oficial do regime do Apartheid.

“Não estava à espera de nada assim”, afirma um residente de Joanesburgo. “Nelson Mandela lutou durante 27 anos e nunca disse ‘morte ao boer’. Espero que as pessoas esqueçam e perdoem. Que esqueçam o passado e avancem”, conclui.

Terre’Blanche, de 69 anos, opôs-se ferozmente à abolição do regime racista no início dos anos 90. Ao contrário dos antigos desfiles de cavalos, mantinha uma vida discreta desde 2004, após ter estado três anos na prisão.

O porta-voz do Congresso dos Sindicatos Sul-Africanos, Patrick Craven, condenou o assassínio “tal como condenaria qualquer homicídio ou acto de violência contra qualquer pessoa”. Mas Craven sublinhou que “Terre’Blanche não era amigo da democracia nem dos direitos humanos.”

Eugene Terre’Blanche fundou o Movimento de Resistência Afrikaner em 1970. O objectivo era criar na África do Sul estados só para brancos. O partido – cujo símbolo se assemelha a uma cruz suástica – foi reactivado há dois anos entre aliados da extrema-direita.