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Páscoa marcada por casos na Igreja Católica

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Páscoa marcada por casos na Igreja Católica

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Esta foi uma Páscoa de casos no seio da Igreja Católica. O Papa tentou passar ao lado dos últimos escândalos, nas celebrações, mas as figuras de proa não ajudaram.

O pregador oficial do Sumo Pontífice leu uma carta onde se comparam as acusações de pedofilia, contra o Papa e a Igreja, com o anti-semitismo. Este domingo acabou por pedir desculpas aos judeus e às vítimas da pedofilia.

Na missa de Páscoa o Decano dos Cardeais reiterou o seu apoio a Bento XVI dizendo que o povo de Deus está ao lado do Papa e não se deixa abalar por especulações nem provações.

Alguns dos milhares de fiéis, que se juntaram para ouvir as palavras do Papa, condenam as críticas que se têm ouvido. Uma italiana diz que espera que a Páscoa ajude a criar a unidade e a ultrapassar o criticismo. Um jovem, também italiano acrescenta que a critica está aberta a todos, “mas não devemos criticar se não tivermos provas”.

Mas os casos existem e o Cardeal da Igreja Católica na Escócia pediu desculpas às vítimas de abusos sexuais.

Keith O’Brein afirmou que foram cometidos crimes contra crianças e qualquer católico que estivesse a par destes crimes e não os reportou deve ter envergonha todas as pessoas.

Na Irlanda, há quem não se conforme com a forma como a Igreja Católica está a lidar com a situação. Este domingo, um grupo tentou interromper a missa da Páscoa na Catedral de Dublin para colocar sapatos de crianças no altar.