Última hora

Última hora

Movimento pró-Apartheid descarta retaliação

Em leitura:

Movimento pró-Apartheid descarta retaliação

Tamanho do texto Aa Aa

O assassínio do mais conhecido supremacista branco da Àfrica do Sul não foi um crime racial. Quem o afirma é o próprio responsável do ataque que vitimou no Sábado Eugene Terre Blanche.

Numa confissão publicada pela agência Associated Press, o co-autor do assassínio, um jovem de 15 anos, afirma ter espancado o líder do movimento pró-apartheid até à morte por não receber pagamento há vários meses.

Segundo a mãe do menor, que se entregou à polícia após o crime, o filho e os colegas nunca teriam recebido qualquer salário.

Um responsável do partido de Terre Blanche afasta a possibilidade de qualquer acto de retaliação. “Não iremos apoiar qualquer forma de violência ou intimidação em resposta a este crime”, afirmou.

A revelação sossega assim o temor de um reacender da tensão racial, nas vésperas do campeonato do mundo de Futebol.

Acusado de incitação ao ódio contra a população branca, o líder da juventude do Congresso Nacional Africano, voltou ontem a rejeitar qualquer responsabilidade no crime, durante uma visita ao Zimbabué.

“Nós não temos nada a ver com esta morte, deixem a polícia fazer o seu trabalho e encontrar os criminosos. Temos assuntos mais importantes a tratar. Terre Blanche é apenas um dos milhões de habitantes da África do Sul”.

Julius Malena tinha incitado no fim-de-semana o presidente do Zimbabué a prosseguir a política de expropriação das terras dos agricultores brancos.

O líder da juventude do ANC era acusado de reabrir as feridas entre as comunidades do país ao entoar recentemente o hino “Morte ao branco”, uma canção dos tempos do apartheid, proibida pelos tribunais sul-africanos.