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Economia vai decidir eleições britânicas

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Economia vai decidir eleições britânicas

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O partido que convencer o eleitorado da bondade das suas propostas económicas será o vencedor das eleições gerais de 6 de Maio, no Reino Unido.

A crise financeira e as respectivas consequências são o tema nuclear da campanha.

O orçamento do ministro Alistair Darling prevê que o défice atinja, no final do ano, um valor de 178 mil milhões de libras, qualquer coisa como 12 por cento do PIB.

Um programa que tenta conter as contribuiçôes sociais, por exemplo, na saúde.

Os protestos sucedem-se, desde o momento da apresentação parlamentar da proposta de orçamento.

As centrais sindicais criticam o plano que não vai criar emprego, nem garante o subsídio para aqueles que vierem a perdê-lo, dizem.

Os Conservadores, de David Cameron, dizem que as medidas defendidas pelos Trabalhistas não favorecem o relançamento da economia. Pelo contrário, são medidas estranguladoras.

Mas o programa dos Trabalhistas parece convencer alguns sectores.

As medições de opinião também não são esclarecedoras. Esta terça-feira, o The Guardian publicou uma sondagem que dava uma escassa vantagem de quatro pontos aos Conservadores.

Há dias, duas outras amostras ampliavam essa vantagem para 10 pontos.

Isto deixa antecipar o papel decisivo que pode estar guardado para os Liberais, de Nick Clegg, ele que terá uma quota eleitoral situada entre os 18 e os 21 por cento.

Se fizer uma coligação pós-eleitoral com os Trabalhistas, os Conservadores, mesmo que vençam, terão uma vitória amarga.

Gordon Brown surge na campanha com novo folego e recorda aos eleitores que foi ele que salvou o sistema financeiro de um colaso que parecia inevitável.

David Cameron inverte as coisas e acusa os Trabalhistas de responsabilidades na crise.

Mas há quem tema que, até 6 de Maio, ainda apareceram as manobras de baixa política, que podem influenciar a escolha do eleitorado.

Pela primeira vez, nesta campanha, o eleitorado vai assistir a debaters entrte os três lideres e a curiosidade está em saber quem será o alvo preferido das críticas do lider liberal, Nick Clegg.

Alguma condescendência para com Gordon Brown pode baixar-lhe as expectativas de voto.

Os analistas, entretanto, advertem para o perigo de a escolha se basear unicamente em questões de popularidade pessoal dos lideres.

A ante-câmara desses debaste já aconteceu. Há duas semanas, Alistair Darling discutiu, na televisão, o seu programa orçamental, com os ministros-sombra dos dois partidos rivais.

Foi o princípio de uma campanha, onde a economia será o ponto forte.