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L'Aquila em ruínas, um ano depois do sismo

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L'Aquila em ruínas, um ano depois do sismo

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Os habitantes querem tomar o destino em mãos e recuperar a sua cidade histórica de L’ Aquila.

Cansados de esperar, furaram as barreiras de segurança e regressaram ao centro histórico, no mês passado.

Acusam as autoridades de inércia e dediram livrar-se dos despojos do terramoto de 6 de Abril de 2009.

Desde então, os trabalhos foram acelerados, mas falta remover um total de 1,5 a 3 milhões de metros cúbidos de destroços.

É um trabalho lento, porque exige cuidado, para salvar materiais preciosos, como por exemplo os mosaicos de uma residência de construção antiga.

Há muita coisa de valor, no bairro de San Pietro, que visitámos, na companhia dos proprietários de uma casa do SEC XVI.

A casa não foi protegida. E o resultado está à vista, tudo piorou, como sublinha a proprietária:

“Isto está pior que há um ano, porque a casa não sofreu grandes danos, na noite do sismo.Muitos outros materiais não está aqui. Parece-me que os materiais não foram protegidos. As empresas, em vez de os protegerem, devem-nos ter espalhado pela rua”.

Setenta mil pessoas perderam o seu alojamento na noite do sismo, como a família Tettamanti.

Pai e filho voltaram agora ao seu apartamento.

“Do ponto de vista da reconstrução, de um ponto de vista operativo, nada foi alterado. A casa está hoje no mesmo estado que estava há um ano”, diz o pai.

Cerca de 14 mil pessoas receberam casas novas, cognominadas de “casa Berlusconi”.

Muitas delas foram construídas em locais sem transportes, nem serviços.

Regressámos ao centro histórico de l’ Aquila, a única parte acessível, onde se situa a Pastelaria Nurzia.

É o único café da cidade que reabriu, em Dezembro, sem autorização. Aqui reencontra-se o ambiente, anterior ao sismo. Um tema proibido, como diz a proprietária:

“Aqui nunca se fala do tremor de terra. Nunca. Fala-se de café, de chocolate… e depois saimos e caimos de novo na tristeza da cidade”