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Perdido em Guantanamo, uma reportagem a não perder

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Perdido em Guantanamo, uma reportagem a não perder

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Guantanamo continua a funcionar… Passaram dois meses e meio da data prevista de encerramento anunciada pelo presidente Barack Obama quando assumiu funções.

A euronews teve acesso à prisão destinada aos supostos “combatentes inimigos” pela anterior administração Bush, a 11 de Janeiro de 2002.

Oito anos depois, contam-se no interior 183 detidos. Cerca de cinquenta são considerados pelos Estados Unidos como demasiado perigosos para serem postos em liberdade.

De branco, os que cooperam com as autoridades prisionais… Os restantes usam o famoso traje laranja.

Estas imagens exclusivas não escaparam à censura: não se podem ver caras de detidos, nem de guardas.

No limbo jurídico, Guantanamo é um local onde “interrogatório” é muitas vezes entendido como “tortura”… Um labirinto no qual é muito difícil encontrar a saída.

Bisher al-Rawi é um antigo detido da prisão norte-americana em Cuba, na qual passou seis anos. Diz que “há pessoas inocentes em Guantanamo. Inocentes, não na minha interpretação, mas na das autoridades norte-americanas. Mas infelizmente o número de países dispostos a receber essas pessoas é muito reduzido”.

O Congresso votou uma lei que impede os detidos de Guantanamo de entrarem nos Estados Unidos, excepto para serem julgados.

Mas muitos não podem ser alvo de um processo, como explica um antigo braço direito do então secretário da Defesa, Donald Rumsfeld:

“Porquê? Porque alguns, devido às circunstâncias nas quais foram capturados e às informações que possuímos sobre eles, não podem ser julgados.”

O embaraço herdado por Obama dos anos Bush, é o alvo da nossa reportagem em profundidade. Esta quinta-feira às 19 horas, hora de Lisboa, Perdido em Guantanamo.