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Consequências de START II vão além da questão nuclear

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Consequências de START II vão além da questão nuclear

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Menos armas nucleares, mas também uma melhoria das relações entre Washington e Moscovo. É assim que muitos analistas vêem a assinatura do novo acordo START.

O tratado parece ser a chave para o lançamento de uma nova era, cujas consequências a nível mundial, segundo o analista norte-americano Joseph Cirincione, vão além das questões atómicas: “Este tratado é um importante restabelecimento das relações russo-americanas que, ainda há 18 meses, após a guerra na Geórgia, estavam ao nível dos tempos da Guerra Fria. Estamos a caminho de uma importante melhoria nas relações, uma nova via que nos permite avançar para um outro conjunto de assuntos vitais, que incluirá o Irão, a economia internacional, as questões de energia, etc.”

Apesar de ter assinado o Tratado, a Rússia não está disposta a abrir mão, completamente, do seu poderio militar. Até porque, como defende o major Mikhail Krasnov “as forças estratégicas de mísseis vão continuar a existir durante muito tempo. Vão durar até que um outro tratado seja assinado, a estabelecer que o mundo já não tem necessidade de armas nucleares.”

Mas o mundo não sabe quando deixará de ter necessidade de armas nucleares. Assim como também não sabe a que mão foi parar o material atómico da ex-União Soviética, após o colapso da URSS.