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Quirguistão: Governo interino promete eleições e nova Constituição

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Quirguistão: Governo interino promete eleições e nova Constituição

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O parlamento do Quirguistão é hoje praticamente uma ruína.

Os violentos protestos dos últimos dias culminaram com a tomada do poder por parte da oposição ao regime, que instalou um autoproclamado Governo transitório que se compromete em seis meses escrever uma nova Constituição e convocar eleições.

A líder, Rosa Otunbayeva, antiga ministra dos Negócios Estrangeiros, é a face visível do novo regime.

O Quirguistão é uma república da Ásia Central paupérrima mas de extrema importância estratégica para os Estados Unidos e Rússia.

Um residente na capital, Bishkek, afirmou que “o presidente Bahkiev é um corrupto, cujo governo criminoso roubava o povo. Foi por isso que o povo iniciou este protesto, ninguém o incitou, foi espontâneo. O povo tomou o poder para ajudar a oposição.”

A tomada do poder foi acompanhada por actos de pilhagens generalizados. Pelo menos 75 pessoas morreram durante os confrontos com as forças militares e no meio da confusão que se seguiu.

No Quirguistão, um terço dos 5,3 milhões de habitantes vive abaixo da linha da pobreza.

As bases militares dos Estados Unidos e da Rússia, no norte do país, representam importantes fontes de receitas para o Governo.

Washington pagava dois mil milhões de dólares por ano ao regime de Bashkek, que agora se encontra refugiado em Jalalabad.

A localização estratégica das bases fazem do país um aliado importante, em especial para as operações militares no Afeganistão.

A comunidade internacional está atenta ao desenrolar da situação.

A União Europeia classificou de nova fase que o país atravessa, mas conteve-se e não reconheceu o governo interino.